Quem foi Platão.
Platão foi escritor e filósofo, nasceu de linhagem ilustre, e teve uma
boa educação, era de respeitada família aristocrática. Viveu por volta de 427 a
374 a. C. E morreu por volta de seus 80, 81 anos. Teve motivação
particularmente por Heráclito e Éfeso.
Durante toda sua juventude, esteve bastante empenhado ao pensamento
pré-socrático, que por sinal foi em seu encontro com Sócrates, originado de
família modesta de artesãos, o ponto máximo do seu aprendizado.
Com o apoio de amigos (financeiramente também) Platão fundou sua própria
escola no Horto de Academos, onde começou a se situar os intelectos mais
brilhantes e talentosos da Grécia, como podemos citar: Aristóteles e Estagira.
Platão deveria dar um exemplo como cidadão, e apesar disso sua oposição
era bastante crítica a democracia ateniense, ele nunca se indispôs juntamente
aos membros do estado ateniense.
Platão era um pensador e que à medida que amadurecia sua reflexão
política certamente mais se revelava como um conservador, que se declarava não
satisfeito com as transformações políticas que aconteciam, definitivamente, a
democracia moderna não o agradava.
Sua obra é inspirada por uma compreensão socrática, pois ele foi
conduzido ao dialogo, de uma forma que a exposição das idéias não eram
solitárias, em que ele se utiliza desse meio socrático.
Por meio de utilização de métodos, Platão desenvolveu e aprimorou seu
próprio método de maneira tão profunda que criou um processo de dialética, que
podemos definir como a arte de buscar o conhecimento pelo diálogo. Então
começou a aplicar esse novo método para a compreensão do pensamento.
Não é à toa que os diálogos cuja autoria é de Platão são aceitas de
forma unanimemente por sábios, estudiosos, escolásticos, filólogos e helenistas.
De forma geral, Platão foi quem desenvolveu uma noção de
que o homem permanece em contato sempre com dois tipos de realidade, a
inteligível, imutável e uma realidade que afeta os sentidos sensíveis dos
indivíduos.
A República perfeita de Platão.
O dialogo da segunda fase do filosofo Platão A República almeja instituir utopicamente um Estado perfeito.
Seu intuito inicial resigna-se em descobrir onde a justiça surge e habita, para isto ele recorre a um longo discurso onde todas as questões são minuciosamente debatidas e definidas.
Em um primeiro momento Sócrates[18] conversa com o ancião Céfalo a respeito da velhice, chegando a conclusões de como o caráter, a riqueza e a bondade facilitam tanto a juventude quanto a velhice do indivíduo. Porem ao abordarem o requisito justiça inicia-se o debate.
Muitas foram as tentativas de definir o que é justiça, Polimarco argumenta que justo é restituir a cada um o que lhe é devido, fazendo bem aos amigos e mau aos inimigos e no tempo de paz utilizar a justiça para nortear os contratos, Trasímaco contudo expõe que justiça é a conveniência do mais forte e Glauco por sua vez afirma que parecer justo e não sê-lo traz mais felicidade porque a justiça reside no meio termo entre o “maior bem, não pagar pelas injustiças e o maior mal, ser incapaz de se vingar de uma injustiça”[19].
Após extenuantes tentativas de entrar em um consenso sobre o assunto em pauta e qual a sua função, Sócrates confessa que não sabe o que é a justiça, portanto não teria argumentos para os convencer de que a justiça é melhor ou pior do que a injustiça e neste ponto começa a descrever a cidade com Adiamanto, sempre em função crescente utilizando a parábola da Placa, valendo-se do argumento de que é mais fácil identificar a justiça no Estado, pois este é grande do que no indivíduo e concluída esta etapa teria apenas o trabalho de comparar e verificar a veracidade dos fatos.
A cidade origina-se na necessidade de indivíduos iguais, porem com diferentes naturezas trabalhistas permitindo assim a especialização do artífice. O homem necessita de mais recursos que o necessário para se sentir feliz isto implica em um crescimento, admissível ate o limite em que a polis se manter unida, após estas especificações iniciais podemos visualizar três categorias de indivíduos, os governantes, os guardiões e os artífices.
Sócrates descreve minuciosamente como a cidade deve ser constituída, descrevendo como os indivíduos devem ser educados segundo a sua função, qual o papel da mulher dentro da sociedade caracterizada por ser igual ao homem ate o exeqüível, o sistema de procriação, os critérios religiosos e através do desempenho acompanhado assiduamente durante a educação para identificar quais dentre a sociedade são dignos de serem governantes advertindo que estes deveriam ser filósofos e maduros.
Constituída a cidade perfeitamente boa esta deverá possuir as quatro virtudes cardeais[20] para se manter unida, Sócrates define então a sabedoria como a virtude presente entre os governantes, a coragem como aspecto necessário aos guerreiros e a sensatez como feitio dos artífices e concluindo a partir do pressuposto que o que restou foi a justiça esta caracteriza-se por harmonizar os elementos da alma com a sabedoria e a injustiça como a desordem.
Concluída a fase inicial, Sócrates comparou o grau de felicidade do justo e do seu modelo governamental correspondente, a aristocracia, e o injusto classificado como tirânico e o seu modelo de estado correlativo. Após analisar levando em consideração os critérios de raciocínio, experiência e conhecimento, chega-se ao consenso de que o justo é mais feliz, pois utiliza estes três critérios com perfeição para discernir o bem e a verdade.
Esta síntese sobre a república de Platão nos remete a uma importante indagação sobre a legitimidade do método utilizado por Platão valendo-se do pressuposto que o indivíduo reage da mesma forma que um estado.
No entanto é impossível negar que os esforços deste filósofo em responder e argumentar todas as indagações dos membros presentes na discussão de forma clara e concisa proporcionou teses no mínimo viáveis e engenhosas. Na próxima parte do trabalho vamos expor os conceitos de alguns renomados autores para esclarecer alguns pontos obscuros sobre o assunto em questão.
Diálogos platônicos.
Maior parte da filosofia platônica fora escrita em forma dramática, o que torna seu estudo menos exaustivo do que o de outros grandes filósofos como Immanuel Kant, Thomas Hobbes e John Locke. Seus textos se desenvolvem de forma lógica, baseando-se na dialética, retórica e argumentação para que finalmente cheguemos às suas conclusões filosóficas.
Em seus diálogos Platão se preocupou em extrair de um conceito inicial seu máximo até obter-se, ou ao menos aproximar-se, a um conceito uno do qual não possam surgir dubiedades. Em sua filosofia são tratados temas tais como a justiça, a natureza, os limites da retórica, o que se entende por conhecimento, caráter e valor do amor sensual. A lista é grande, compõe-se de cerca de trinta textos considerados autênticos.
Podemos dividir seus diálogos em três grupos: diálogos iniciais; diálogos medianos, também chamados de intermediários; e por fim os chamados diálogos tardios, ou últimos diálogos. Os estudiosos da área acreditam que nos diálogos iniciais Platão busca apresentar a filosofia de Sócrates, por isso mesmo este aparece como um personagem. Pode-se citar de exemplo Eutífron, Íon e Críton. Já nos diálogos medianos Platão deixa a doutrina socrática, mesmo sendo Sócrates figura dominante, para então apresentar seus conceitos, incluindo a Teoria das Idéias, são exemplos desse período os textos Banquete e A República. E por fim os diálogos tardios onde Sócrates raramente aparece como figurante e nestes são apresentadas a filosofia de Platão, são expoentes desse período os diálogos Sofista, Timeu e As Leis.
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